As crescentes necessidades de competitividade das empresas, no âmbito mundial, têm-se refletido imensamente na organização económica da nossa sociedade. Como nunca tinha sido visto, têm emergido novos projetos de inovação que procuram obter a sua quota de mercado.

A ascensão de um “mercado virtual” e o espetáculo da revolução tecnológica têm-se revelado um autêntico impulso regenerador de fenómenos presentes e explorador de espaços incógnitos e vigorosos paradigmas, a fim de obter melhores soluções para um globo que se tem manifestado demasiado pequeno.

À vista do sucedido, em 2020, Portugal chega às bocas dos europeus integrado no grupo dos strong innovators, desapegando-se da posição moderate innovators atribuída no ano anterior. Para além disto, situa-se na posição cimeira no indicador “inovação nas pequenas e médias empresas”, à frente de países como a Finlândia, a Áustria e a Bélgica.

Naturalmente, este salto deve-se à aperfeiçoada aposta no empreendedorismo, que inclui, entre outros:

  • Serviços de aceleração e de ideias;
  • Atividades de networking;
  • Assistência de marketing;
  • Ajuda com contabilidade e com a gestão financeira;
  • Acesso a empréstimos bancários, fundos de empréstimo e programas de garantia;
  • Ajuda com técnicas de apresentação;
  • Acesso a recursos de ensino superior;
  • Acesso a parceiros estratégicos;
  • Acesso aos investidores e aos fundos de capital de risco;
  • Conselhos consultivos;
  • Ajuda na etiqueta empresarial e assistência na comercialização de tecnologia.

Para clarificar, podemos descrever o empreendedorismo como um olhar fresco sobre o mundo, enraizado no conhecimento e na inovação, que advém do envolvimento de pessoas e de processos que, num todo, incentivam a edificação de ideias, a análise de oportunidades, a mobilização de recursos, o arrebatamento de riscos e a concretização de iniciativas diferenciadas e de sucesso.

A consequente corroboração e acrescida velocidade dos referentes modelos de negócio reforçam o posicionamento e a notoriedade internacional deste ecossistema, lançando-os num crescimento e rentabilidade progressivos do seu negócio fora de Portugal. Para além do supracitado, o investimento em tecnologia, embora gradual, abriga também uma das causas para o dito reconhecimento. Ainda assim, Arlindo Oliveira, professor catedrático no Instituto Superior Técnico (IST), afirma que «precisamos de mais e melhor tecnologia para os desafios que a humanidade tem pela frente!»

Por todo o retângulo nacional, bem como nas regiões autónomas, estão presentes diversos programas de apoio e investimento para novas startups, distinguindo-se o Startup Portugal e Portugal 2020- Fábrica de Startups.

A educação para o empreendedorismo, como contributo transversal ao ensino tradicional, tem ganhando algum terreno ao longo dos últimos anos, com várias instituições a adotarem novas metodologias e ferramentas. A forte presença de núcleos universitários e comunidades de investigação é sinónimo deste ambiente propício ao desenvolvimento de novas ideias com bases científicas.

Contudo, existe uma certa carência no que toca à criação de emprego vinculado à tecnologia de ponta e aos serviços que requerem conhecimento especializado intensivo. Em 2017, 27,5% da população ativa trabalhava na área de ciência e tecnologia, sendo de 32,7% a percentagem na União Europeia. Portugal revela também alguma fraqueza e sensibilidade na colaboração entre o setor público e privado, bem como na colaboração entre as PMEs (pequenas e médias empresas) inovadoras.

De acordo com uma notícia recente, a União Europeia irá disponibilizar cerca de 191 milhões de euros para a promoção da inovação de 58 projetos localizados maioritariamente na Alemanha, Itália, Espanha, França e Suíça, sendo que 6 são projetos portugueses. Estes abordam temáticas como a eficiência energética e medicina, pertencendo às seguintes instituições: Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia de Braga, as empresas Rubynanomed, também de Braga, a empresa 4YEC, Universidade de Aveiro, Instituto Superior Técnico e a empresa JFCC- Biosolution, de Aveiro.

Em Portugal, as PME’s, segundo dados do PORDATA (consultado em 2020) relativos a 2018, têm um peso de 99,9% com um volume médio de negócios de 238.522 €. Posto isto, salienta-se a relevância das entidades públicas avançarem com uma política de desenvolvimento económico socialmente sustentável ainda mais potente, norteada para o auxílio da competitividade, através do apoio às micro, pequenas e médias empresas.

2020-12-01T19:23:59+00:00By |Atualidade|

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