Turismo: uma área a teres em consideração na tua escolha académica

Atualmente, o turismo é um dos setores mais dinâmicos em Portugal e que tem contribuído de forma positiva e significante para a economia do país, com um peso de 6,7% em 2018, e receitas que representaram 8,2% do PIB português.

Esta tendência tem despertado a atenção de muitos, quanto mais não seja pelos diversos prémios que o nosso país tem conquistado nesta área.

Formação

Uma área de tal relevo exige profissionais dotados de diversas competências, de diferentes âmbitos:

  • Economia do Turismo;
  • Geografia do Turismo;
  • Línguas:
    • Inglês,
    • Espanhol,
    • Francês,
    • outras;
  • Marketing:
    • de Serviços,
    • Digital,
    • Turístico;
  • Gestão:
    • de Vendas e Negociação,
    • de Inovação e Projetos,
    • da Qualidade,
    • Negócios Turísticos,
    • Métodos Quantitativos;
  • Direito do Turismo;
  • Planeamento Turístico:
    • Eventos e Animação Turística,
    • Património e Turismo Cultural,
    • Operações de Alojamento em Hotelaria,
    • Rotas e Itinerários Turísticos,
    • Inovação e Desenvolvimento de Produtos Turísticos,
    • etc.

O Turismo de Portugal, I.P. reconheceu alguns cursos e escolas da área. Queres saber quais?

Saídas Profissionais

O mercado de trabalho da licenciatura em Turismo, ou semelhantes, como a licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira, possibilita enveredar pelo setor privado ou público:

  • Organizações privadas do setor do turismo: hotéis, resorts, prestadores de serviços turísticos, agências de viagens, aeroportos e companhias aéreas; …
  • Organizações públicas do setor do turismo: câmaras municipais, associações de turismo e museus;
  • Criação de novas empresas: desenvolvimento de novos projetos ou produtos turísticos.

Sabias que…

O que dizem os alunos?

Pedro Vilela, Diretor do Departamento de Marketing e Comunicação da UPrise, contou-nos a sua experiência: “Entrei em 2016 na licenciatura de Gestão de Atividades Turísticas no IPCA, em Barcelos. Desde há alguns anos que tinha o curso já referenciado, por isso não foi uma decisão tomada a “quente”. Posso dizer que toda a licenciatura correspondeu às expectativas. A maneira como o mesmo está estruturado proporciona um conhecimento crescente sobre a área de gestão e de turismo.

As cadeiras relacionadas com números são aquelas que possivelmente têm uma menor taxa de sucesso. Eu como vim de Ciências e tive Matemática até ao 12º ano não tive essas dificuldades, no entanto, tenho colegas que vieram de cursos profissionais e de Humanidades e que sentiram muito essas dificuldades. Considero que seja um curso exigente no sentido em que nos dá muito trabalho ao longo dos semestres, mas ao mesmo tempo todas as unidades curriculares estão estruturadas para que caso o aluno seja empenhado, trabalhador e com um grande sentido de organização/método consiga corresponder. De um modo geral, acho que vimos quase sempre o nosso esforço ser recompensado.

Devo também fazer referência ao Portugal’s Future Hoteliers Summit, o mais prestigiado evento de Turismo direcionado a alunos do setor. Cada universidade do país inscrita neste evento seleciona 3 alunos para representar a sua escola, que mais tarde irão constituir equipas de 3 elementos de diversas instituições de ensino do país. Os vencedores, seguirão à final internacional que se realiza em Lausanne, na Suíça. Em 2018, tive o prazer de ser selecionado para representar a Escola de Hotelaria e Turismo do IPCA e posso afirmar que foi uma experiência incrível e que aconselho vivamente a tentarem participar!” 

Pedro Vilela (à esquerda) no Portugal Future Hoteliers Summit 2018

Também a Joana Castro partilhou a sua opinião: “Entrei em 2015 para o curso de Gestão Hoteleira no ISAG, Porto, com o grande objetivo de gerir hotéis. No ISAG, aprendi as bases de hotelaria tão necessárias para esta área, tive disciplinas como espanhol, gestão de F&B, contabilidade e gestão de recursos humanos, que me são essenciais para o meu dia-a-dia profissional. Além disso, tive a oportunidade de estagiar fora e dentro do país, o que me ajudou a crescer como profissional, mas também a ganhar mais capacidade na área. No final, penso que fiz uma boa escolha, mas sei que é necessário aprofundar o meu conhecimento com mais cursos especializados.”

Contamos ainda com o testemunho da Ana Anjo, que tendo frequentado a licenciatura de Estudos Culturais na Universidade do Minho, está agora no Mestrado de Gestão do Turismo no IPCA: “Numa altura em que o mercado de trabalho se torna cada vez mais exigente, ter uma licenciatura, apesar de ser necessário, nem sempre é suficiente. Como forma de a complementar, o Mestrado em Gestão do Turismo ofereceu-me a possibilidade de estudar e aprofundar temas relacionados com o Turismo, um setor desafiante, e a Gestão do mesmo. Tendo estudado numa outra universidade e tirado um curso que não está diretamente relacionado com o Turismo, senti-me um pouco apreensiva nesta nova etapa. Contudo, desde o início que os docentes me fizerem sentir bem-vinda e os colegas foram prestáveis.

Quanto às Unidades Curriculares, uma vez que eu não tinha bases de Turismo, foi para mim necessário fazer algum trabalho de casa extra, até conseguir acompanhar o ritmo. Desde as variantes turísticas até ao desenvolvimento de destinos, não descartando as decisões a tomar no âmbito da economia e gestão, todas as disciplinas acabaram por corresponder às expectativas. Os docentes, cujo conhecimento académico e a experiência profissional se evidenciavam, procuraram ensinar o mais possível, sendo, porém, exigentes com os resultados pretendidos. Sendo um curso que visa adquirir o grau de Mestre, incita uma grande pesquisa autónoma e sentido de responsabilidade. 

O facto de a turma ter tido elementos licenciados em cursos diversos, e que podiam não estar relacionados com o turismo, revela que é um curso acessível que permite aliar, ou aprofundar, as diferentes áreas, tornando-se assim inovador.”

2020-09-07T22:55:48+01:00By |Profissional|

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