Todos nós, especialmente nos dias que correm, já ouvimos falar de empreendedorismo, seja da euforia da Web Summit como dos frenéticos dias dos empreendedores. Mas, afinal, o que se encontra no cerne de toda esta questão? As startups.

Uma startup é uma empresa emergente com um modelo de negócio,à partida, escalável. Atrai-te esta ideia? Então deixamos-te algumas dicas para começares a tua própria startup do zero.

1. Tudo começa com uma lâmpada

Tudo começa com aquela ideia que nunca pensaste que iria funcionar. Por mais impensável que pareça, muitos daqueles exemplos de startups bilionárias vieram de ideias simples e brilhantes.

Por exemplo, a Forall Phones, uma empresa que vende maioritariamente smartphones iPhone e Samsung e equipamentos tecnológicos seminovos, começou do desejo do CEO de ter um iPhone. No ano passado, faturou pela primeira vez um milhão de euros.

E como ter esta ideia brilhante?

Enquanto empreendedores, temos imensas ideias de novos projetos e novos produtos. Muitos parecem ser promissores, mas apenas alguns têm o potencial para se tornarem bem-sucedidos. Para os identificar, é sobretudo necessário pensarmos nos nossos próprios problemas e tentar arranjar soluções inteligentes. Testa todas essas ideias até ao limite. Sê o teu maior crítico. No final, o objetivo será acrescentar valor à vida das pessoas.

2. Pesquisa é tudo

Após identificares aquela ideia brilhante, é muito importante fazeres alguma pesquisa. Basicamente, ultrapassar um processo de validação. Será que a tua ideia tem potencial para ser bem-sucedida? Resolve um problema? Preenche uma necessidade? O que oferece de novo ao mercado?

Após este processo, é crucial descobrires o teu público-alvo (para quem o teu produto ou serviço vai ser direcionado), quem é a tua concorrência e que soluções estão já a ser desenvolvidas para o mesmo problema.

Basicamente, faz o teu trabalho de casa antes de começares a desenvolver a tua ideia. Percebe o quão grande é o teu mercado e onde pode o teu negócio desenvolver-se melhor.

3. Planear e planear

Define um plano de negócios personalizado para a tua empresa. Isto é algo importante para fazeres da tua ideia uma realidade e que irá acompanhar a tua empresa da fase inicial até à fase de crescimento. O plano de negócio deve conter os objetivos do negócio, uma descrição do produto e/ou serviço, o teu público-alvo e a tua estratégia de comunicação e marketing, os teus parceiros-chave e quais são os teus apoios financeiros.

Podes seguir, por exemplo, o Business Model Canvas:

  • Proposta de Valor – Como é que o teu negócio vai acrescentar valor à vida das pessoas? Quais são as necessidades que consegue responder? Qual é a vantagem face a outros concorrentes?
  • Segmentação de Clientes – Para quem estás a criar valor? Quais são os teus principais clientes? O que têm em comum?
  • Canais – Que canais vais utilizar para chegar ao teu cliente? Loja(s) física(s)? Internet? Distribuidores?
  • Relacionamento com o cliente – Como vais aumentar vendas/reforçar uma boa relação com os teus clientes?
  • Receitas – Como é que o teu negócio vai gerar dinheiro? Quanto, como e quando é que os teus clientes pagarão pelos teus serviços?
  • Recursos-Chave – Que recursos são necessários para dar forma ao teu projeto? Recursos físicos, como um escritório? Recursos Humanos, como colaboradores para manter o negócio a funcionar? Recursos financeiros, como empréstimos ou investimentos? Ou até mesmo Recursos Intelectuais, como investigação?
  • Atividades-Chave – Quais são as atividades essenciais para que o negócio funcione? É necessário um departamento de marketing? Ou um departamento financeiro? Quais são as ações mais importantes para a organização?
  • Parcerias-Chave – Que parceiros podem ser relevantes para o seu negócio? Que parcerias podem ser feitas de forma a cortar em certos custos?
    Custos – Com todos os recursos, atividades e parceiros detalhados, que custos são abordados? Quais são os custos fixos? Quais são os custos variáveis?

4. E financiamento?

Como planeias financiar a tua empresa? Mesmo que seja uma startup que não precise de muito dinheiro, vai ser sempre necessário um investimento inicial. Portanto, prepara uma tabela com os custos do teu negócio, como licenças, equipamentos, seguros, “branding”, eventos, entre outros. Outros custos incluem os custos com renda, marketing, produção e salários.

Existem algumas opções para obter este investimento inicial, tais como:

  • Crowdfunding – Muitas startups financiam o seu projeto através de crowdfunding, isto é, a utilização de pequenas quantias de capital de uma grande quantidade de indivíduos para financiar um novo negócio, como o teu
  • Business Angels – “Business Angels” têm como objetivo ajudar empreendedores serem bem-sucedidos com a sua ideia de negócio, ao investirem o seu próprio negócio.
  • Concursos e/ou Prémios – Muitas PME concorrem a concursos/prémios para financiarem o projeto. Sendo muitas vezes projetos inovadores, existe também interesse em financiar esse projeto.
  • Empréstimos – Enquanto pequena empresa, um empréstimo pode ser muito benéfico para o teu negócio. Opções como microcrédito ou os empréstimos convencionais a instituições bancárias são algumas das hipóteses. Contudo, verifica e assegura-te que tens todos os pormenores da tua proposta para o plano de negócios, caso queira tentar esta opção.

5. Escolhe “aquela” equipa

Um negócio não se faz nem se desenvolve sozinho. Portanto, encontrares uma equipa com quem possas trabalhar e confiar é crucial para obter uma boa performance. Mas, ainda mais importante, é preciso que essas pessoas partilhem o teu entusiasmo e visão.

Para começar, o ideal será uma equipa de 2 a 4 pessoas, com uma pessoa mais ligada a IT e outra ligada à área da comunicação, e outra ligada à parte financeira do teu negócio. E, tu, enquanto CEO serás o responsável por vender a ideia ao resto do mundo.

 

6. Não subestimes o poder do Networking

Networking pode ser importante noutras áreas, mas no mundo do empreendedorismo e dos negócios emergentes é crucial. A possibilidade de conheceres novas pessoas, dares e receberes diferentes inputs, criar uma rede de contactos, entre outras vantagens. Tudo isto vai fazer a diferença para o teu negócio. Todos estes contactos irão ajudar-te a melhorar o desempenho da tua empresa e o teu desempenho pessoal.

7. Aprende a vender a tua ideia

Os consumidores são constantemente bombardeados com novos produtos e serviços todos os dias. Mas uma característica fundamental que agarra as pessoas a uma marca é a confiança. Confiança no produto, na marca, na empresa.

Para venderes a tua ideia, é imprescindível que cries conteúdos que sejam úteis para o teu consumidor, que explorem algo que eles procurem e que capte a sua atenção.

Estas são apenas algumas dicas para começares o teu próprio negócio. Se achas que tens a ideia certa para avançar, arrisca e lança-te à aventura do mundo empresarial!

 

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2019-06-04T20:18:41+01:00By |Artigo UPrise|

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