Algarve

Este mês viajamos até ao sul de Portugal. O Algarve é um dos destinos preferidos dos turistas portugueses e estrangeiros, mas não é só de turismo que esta região é feita. Faro e Portimão são as duas principais cidades onde podes tirar os mais variados cursos superiores.

O principal estabelecimento de ensino universitário é a Universidade do Algarve (UAlg), mas existe também oferta no ensino privado.

Reunimos testemunhos de estudantes atuais e ex-estudantes, que, através da sua experiência, partilham connosco aquilo que se vive quando se escolhe o Algarve para se fazer o Ensino Superior. O lema da Universidade define bem a opinião dos alunos que encontras aqui. Para eles, ser estudante no Algarve é “estudar onde é bom viver”.

Onde tirar o curso?

A UAlg resultou da união das duas instituições previamente existentes: a Universidade do Algarve e o Instituto Politécnico de Faro. Com mais de 30 anos de existência, a UAlg diferencia-se das demais tendo em conta a coexistência de Unidades Orgânicas de Ensino Superior Universitário e de Ensino Superior Politécnico.

Esta Universidade é composta por quatro campos – dois na cidade de Faro, um em Portimão e, recentemente, um em Gambelas. Está organizada em oito escolas e faculdades: Escola Superior de Educação e Comunicação (ESEC), Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo (ESGHT), Escola Superior de Saúde (ESS), Instituto Superior de Engenharia (ISE), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), Faculdade de Economia (FE) e Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina (DCBM).

Universidade do Algarve

Universidade do Algarve – Campos da Penha –  Imagem de ualg.pt

Relativamente ao ensino privado, existe o Instituto Superior de Saúde Jean Piaget (Silves) e o Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT), que integra o Grupo Lusófona. O ISMAT situa-se no Centro Histórico de Portimão e a sua oferta formativa conta com cursos de diversas áreas.

Tradições académicas

Catarina Dias, de 21 anos, estudante de 1º ano da Licenciatura em Enfermagem na ESS, admite ser “fascinada” pelas tradições académicas. “O traje académico, o apadrinhamento, as praxes e a bênção das fitas” são algumas das tradições que anseia vivenciar.

Já Liliane Araújo, de 20 anos, que frequenta o 2º ano de Psicologia no ISMAT. A estudante diz que não “liga muito” às tradições académicas mas que respeita “quem as tenta manter”. Em relação à praxe no ISMAT, revela que a mesma decorre apenas durante a primeira semana de aulas dos caloiros.

 

Estudantes com traje académico à noite

Queima das Fitas – ISMAT –  Imagem de sulinformacao.pt

“As praxes são sempre uma incógnita para os caloiros, têm sempre muitas expectativas e receios, mas no fim damos conta que foram os melhores primeiros dias de universidade que poderíamos ter tido”. Esta é a opinião da Daniela Gonçalves, de 21 anos, que estuda no mestrado de Finanças Empresariais na Faculdade de Economia, e que relembra com carinho a praxe quando era caloira: “Os nossos académicos, apesar de nos praxarem, também demonstraram muita preocupação relativamente à nossa adaptação”. Para a Daniela, o melhor momento enquanto caloira foi quando lhe foi entregue a faixa de “Besta Talento”. Enquanto estudante de licenciatura, além de ser praxada, também praxou. Envergou “o traje académico característico e único da UAlg e“com muito orgulho”. Relembra também “as memoráveis serenatas na Sé de Faro que aquecem a alma”.

Alojamento

No que diz respeito à facilidade em arranjar alojamento e às condições das casas para estudantes, as opiniões dividem-se.

A Catarina diz ser “muito complicado arranjar casa”. Conta que as condições por vezes não são as melhores e que há inclusive garagens a servir de casas. Por ter entrado na segunda fase, o processo de procura de alojamento ficou dificultado. Acabou por encontrar apenas um quarto com renda de 300€, sem despesas. Ao fim de um mês conseguiu vaga “por milagre” na residência universitária.

Existem 9 Residências Universitárias,  destinadas aos estudantes de formação inicial e mestrados. A UAlg diz que os bolseiros abrangidos pelo Sistema de Atribuição de Bolsas de Estudo têm prioridade em relação a não bolseiros. As residências encontram-se distribuídas por Faro, Gambelas e Portimão.

Residência Universidade no Algarve

Residência Universitária – Imagem de ualg.pt

Pedro Santos, de 22 anos e antigo estudante de Design de Comunicação na ESEC entre 2015 e 2018, compara as habitações no Algarve para estudantes com as de Lisboa: “em relação à capital [as casas], eram um luxo”.

Daniela Gonçalves, que sempre estudou em Portimão, vive em Gambelas e diz que as casas têm boas condições. No entanto, sabe que os preços praticados na altura em que entrou na universidade eram mais acessíveis.

Vida na cidade

Para o Pedro, “Faro transpira espírito académico e é sem dúvida uma das melhores cidades para se estudar”. O antigo estudante diz, confiante, que “é uma cidade de jovens e para jovens”. A Daniela concorda e aprecia a cidade: “é realmente um sítio onde vivemos com qualidade”. Nas palavras da estudante, o que caracteriza Faro é ser uma cidade “calma, pacífica, segura e limpa”.

O que visitar?

A primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em “Algarve” é praia. A verdade é que, a praia, é provavelmente o local mais procurado quando se visita Faro, no entanto, há muito mais por onde passear.

Catarina aconselha visitar a baixa da cidade. Já o Pedro, nos três anos que estudou em Faro, procurou “conhecer tudo o que havia na cidade e arredores” e dá especial destaque à Ilha de Faro. Há ainda a zona do porto de Faro e as muralhas, que era por onde a Daniela mais passeava.

Baixa de Faro

Baixa de Faro – Imagem de sulinformação.pt

Onde comer?

Em Faro, Pedro Santos diz que as cantinas são muito aceitáveis e que as usava diariamente. Já no campus de Gambelas, surgem outras opiniões. Daniela diz que a qualidade da comida não era a melhor e que deixou de frequentar a cantina no seu primeiro ano. Catarina Dias, por seu lado, diz que a relação preço/qualidade é boa, no entanto, também não é muito fã da cantina: “tem muito pouco espaço, a comida acaba imensas vezes e mudam a ementa à última hora”. Catarina fala ainda do bar da Faculdade de Economia, mas ambas recomendam espaços exteriores ao campus.

Em Portimão, o ISMAT não possui refeitório, pelo que os cafés são a solução mais acessível ao dispor dos estudantes.

A vida noturna

Na opinião de Pedro, Faro é onde se passava “a melhor [noite] do Algarve”. “Todas as quintas era festa certa”, afirmou. Já Daniela pensa que “o mais apreciado pelos estudantes são sem dúvida as quintas académicas compostas por jantares com amigos, idas ao arraial e aos bares na baixa”. Os estudantes gostam também do “coral”, acrescentou.

No que respeita à segurança na noite, Daniela diz que nunca saiu sozinho mas também nunca se sentiu insegura. “Mesmo que o tivesse feito, nunca presenciei nada que me fizesse crer o contrário”. Catarina partilha da mesma opinião, dizendo que se sentia “muito segura” quando saía. “Nos dias de festa há bastantes estudantes na rua” revelou Pedro.

O Algarve pode não ser um dos destinos académicos mais procurados pelos portugueses que não vivem na sua região. No entanto, estes alunos e ex-alunos elogiam  a qualidade do ensino. Daniela Gonçalves diz que estudar na Universidade do Algarve é “aprender com gosto e por gosto”. Os elogios continuam a surgir acerca do privado. “O corpo docente é muito bom”, afirma Liliane Araújo.

O Pedro acha até que a UAlg é “das melhores em vários aspetos. Catarina Dias recomenda muito a Universidade e recorda o lema da Instituição. Depois de contactarmos com os estudantes do sul do nosso país, também nós podemos dizer que estudar no Algarve é “estudar onde é bom viver”.

 

Autoras: Beatriz Gaspar e Mélanie Fernandes

 

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Cidades de Capa Negra - Coimbra

2019-03-20T00:14:03+00:00By |Cidades de Capa Negra|

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