Tal como em tantas áreas, o Reino Unido destaca-se pela educação. As escolas britânicas são conhecidas pela qualidade da formação e essa não é apenas uma realidade de quem vive nas ilhas britânicas. Por todo o mundo, muitas são as famílias que inscrevem os filhos em escolas inglesas. Será a língua o único ponto forte?

Os diferentes ciclos da educação no Reino Unido

No Reino Unido, as crianças devem iniciar o seu percurso escolar aos 5 anos de idade. Porém, o Estado oferece berçário a partir dos 3. Por lei, só podem deixar a escola aos 16 anos (18 em Portugal), completando 11 anos de escolaridade obrigatória.

Ao longo destes anos, tal como no nosso país, o processo de aprendizagem divide-se em diferentes ciclos que acompanham o crescimento e o desenvolvimento do aluno:

Nursery School: dos 3 aos 4 anos

É a idade de berçário, denominada de Foundation Stage. Nas creches, as crianças passam por duas fases: aos 3 anos, perfazem o ano de Nursery; aos 4, perfazem a Reception. No caso de ambos os pais estarem a trabalhar, o Estado oferece um total de 30 horas semanais de creche durante o período letivo.

First School: dos 5 aos 6 anos

A esta fase corresponde o Key Stage 1. Ao contrário das escolas portuguesas, em que as principais componentes de aprendizagem são três (português, matemática e estudo do meio), no Reino Unido a história é outra: durante o período de First School, são lecionadas as disciplinas de Inglês, Matemática, Ciências, História, Geografia, Música, Design e Tecnologia, Arte e Design, Educação Física e Informática. Obrigatoriamente, as escolas têm de oferecer Educação Religiosa, não sendo, no entanto, obrigatório que todos os alunos frequentem, ficando à escolha dos pais.

Primary School: dos 7 aos 10 anos

A esta fase corresponde o Key Stage 2. As disciplinas lecionadas são as mesmas das do Key Stage 1.

Secondary School: dos 11 aos 13 anos

Durante estes anos, os alunos frequentam o Key Stage 3. Para além das disciplinas que contemplam as duas fases anteriores, junta-se à lista uma Língua Estrangeira. Para além disto, há um maior investimento na formação enquanto cidadão. Desta forma, na Secondary School os alunos passam a ter aulas de Formação Cívica, Educação Sexual e Educação Vocacional. Nesta última, os alunos são confrontados com as possibilidades futuras de estudo e de trabalho, recebendo formação nas diferentes áreas. O objetivo é de que se consciencializem desde cedo para o seu objetivo futuro.

Upper School: dos 14 aos 15 anos

Correspondente ao Key Stage 4. O processo aqui torna-se um pouco diferente. Tal como em Portugal, em que existe uma escolha de uma área no secundário, isto também acontece, embora mais cedo. Assim, os alunos têm, obrigatoriamente, Inglês, Matemática e Ciências, como disciplinas de fundo, Informática, Educação Física e Formação Cívica, como disciplinas-base. Adicionalmente, cada escola do Reino Unido tem de oferecer obrigatoriamente uma disciplina de cada uma destas áreas: Artes, Design e Tecnologia, Humanidades ou Línguas Estrangeiras. Assim, a especialização dá-se, no início, pela escolha desta disciplina adicional.

Sixth Form: dos 16 aos 18 anos

O primeiro ano do Sixth Form corresponde ao ano de ensino em que o aluno completa com 16 anos e, por isso, o último ano de ensino obrigatório. São anos de preparação para os exames nacionais mais importantes no ensino pré-universitário: o A- level.

Momentos de avaliação no Reino Unido

Ao longo desta jornada, vários são os momentos de avaliação nacionais. O propósito da prestação de provas é o de que se observe a evolução individual e nacional dos alunos.

 

Quadro com anos de escola do Reino Unido

Momentos de avaliação nacional ao longo do ensino obrigatório do Reino Unido. Fonte: www.gov.uk

 

E a faculdade?

Depois daquilo que podemos comparar com o nosso Ensino Básico e Secundário, chega a altura de ir para a faculdade.

No Reino Unido, todo o processo é feito através da UCAS – Universities and Colleges Admissions Service (uma espécie de DGES, mas bastante mais especializada). É a partir deste meio que os alunos, ingleses ou não, realizam toda a sua candidatura.

O processo de candidatura passa pela submissão online de um formulário que contenha os seus dados pessoais e relativos ao percurso escolar e à sua formação. Alguns cursos podem ter pré-requisitos específicos, como cartas de motivação ou de recomendação, anexos estes que devem ser enviados logo no momento de preenchimento da candidatura. Para além disto, o aluno deve apresentar, conforme a sua preferência, as cinco faculdades para as quais se queira candidatar. No momento de candidatura deve ser feito o pagamento da inscrição (que pode corresponder a 18 ou a 24 libras).

Os critérios de cada faculdade, e até de cada curso, podem ser diferentes pelo que, a partir do momento da submissão da candidatura na UCAS, as candidaturas são enviadas para cada faculdade. Deste ponto para a frente, cada faculdade usa os seus critérios, quer a partir da prestação de provas, entrevistas ou, nos casos mais comuns, conforme os resultados escolares anteriores.

Educação para o futuro?

Um olhar atento para o sistema de ensino das escolas inglesas torna evidente a preocupação com a formação do indivíduo desde cedo e esta aposta revela-se um sucesso. Assim, o investimento inicial numa educação que não se foque só nas ciências e nas línguas mas também nas artes, na cidadania e nas vocações é uma mais valia.

De facto, o Reino Unido é um dos estados mais poderosos do mundo. E, tal como tudo, este é um sucesso que se deve a bons alicerces educativos.

 

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2019-03-20T00:19:48+00:00By |Sistemas Educativos|

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