O problema das alterações climáticas

O tema das alterações climáticas e do aquecimento global está já bastante enraizado no nosso dia a dia, especialmente dos mais novos, que ouvem constantemente na escola a importância de reciclar, de poupar água e de tentar evitar a poluição. Contudo, quando olhamos para os números, o cenário pode revelar-se bastante assustador.

O Acordo de Paris é um marco muito importante na história da humanidade e da sua luta contra o aquecimento global. O objetivo é evitar que as temperaturas subam mais de 2ºC acima dos níveis de temperatura pré-industriais e, na melhor das hipóteses, limitar esse aumento a 1,5ºC. 2ºC parece muito pouco, mas a verdade é que as consequências podem ser catastróficas e estudos apontam para que tenhamos cada vez menos tempo (até 2035) para evitar chegar a um ponto de não-retorno.

Todos nós temos o dever de contribuir e, por mais pequena que seja, toda a ajuda é essencial. Há ainda muito caminho a percorrer, mas, afinal, o que é que tem sido feito a nível mundial para evitar as consequências catastróficas de uma subida de 2ºC?

Existem várias organizações dedicadas ao tema das alterações climáticas, mas também governos e empresas começam a aperceber-se das suas responsabilidades ambientais e conseguem até aproveitar esta atitude mais responsável para ganhos económicos.

E quem é que tem feito mais para remar contra a maré do aquecimento global? A seguir apresentamos alguns casos, que podem inspirar outros países e organizações a adotarem a mesma atitude.

União Europeia

A União Europeia está empenhada em tornar-se a primeira grande zona económica com emissões zero de carbono, até 2050. O objetivo é liderar por exemplo e mostrar ao resto do mundo que este compromisso é imprescindível para o nosso futuro. Dentro da União Europeia, existem inúmeros exemplos de sucesso da luta contra as alterações climáticas.

A Dinamarca, mais especificamente a capital Copenhaga, é um desses casos. Esta cidade pretende ser a primeira grande capital mundial a ser neutra em carbono – já em 2025! Com todas as outras datas e “deadlines” que têm sido apresentadas, este objetivo parece bastante desafiador, mas a verdade é que pode ser alcançado. Jørgen Abildgaard, diretor do programa climático da cidade, afirma que apesar de parecer um esforço em vão, de uma cidade tão pequena no contexto mundial, trata-se de dar o exemplo e mostrar que é possível fazer esta transição.

As principais medidas passam por melhorar o sistema de transportes, onde a cidade é já reconhecida a nível mundial, visto que praticamente todos os 600.000 residentes têm uma bicicleta própria e as infraestruturas permitem a sua utilização, mas também pela aposta na energia eólica e na substituição do carvão pela biomassa para a produção de eletricidade.

Outro exemplo a seguir é o da Suécia, que duplicou as suas florestas no último século. Este número é ainda mais impressionante tendo em conta que a indústria da madeira é uma parte importante da economia sueca.

Esta iniciativa teve origem por causa da rápida desflorestação que o país sofria durante o século XIX, devido à indústria da madeira, para produção de energia e para a construção de habitações. No início do século XX foi estabelecido que por cada árvore cortada, outra teria de ser plantada e instaurou-se um limite ao abate de árvores. Esta é uma alternativa diferente, mas também viável e igualmente impactante nos objetivos de diminuir a quantidade de CO2 na atmosfera.

Bosque/floresta com árvores verdes

A Suécia usou a reflorestação como medida para combater as alterações climáticas.

China

Este exemplo pode parecer chocante, visto que a China está associada a tudo o que há de mau em termos de poluição e alterações climáticas. É verdade que o país cresceu muito à conta da industrialização sem olhar ao seu impacto ambiental, mas a mentalidade parece estar a mudar – felizmente para o nosso planeta.

Apesar de continuar a ser o maior emissor de carbono a nível mundial, o governo chinês tem investido fortemente em energias renováveis – em 2017, metade da capacidade energética renovável foi instalada na China. O governo tem investido mais do que qualquer outro país para prevenir os danos do aquecimento global e da poluição que se fazem sentir em força neste país.

Para além do investimento em energias renováveis, os veículos elétricos também têm sido uma forte aposta na China, que já possui cerca de 40% de todos os veículos elétricos no mundo e quer chegar à meta de 5 milhões de veículos elétricos em 2020 (em comparação, no final de 2017 existiam 3,1 milhões de carros elétricos em todo o mundo).

Imagem de pôr do sol com fumo negro

A China pretende deixar de ter um cenário como este

Unilever

Finalmente, é importante incluir o exemplo da Unilever para mostrar que não são só os governos que têm a responsabilidade de combater as alterações climáticas. Aliás, as empresas privadas podem até retirar benefícios da adoção de uma postura mais responsável e sustentável.

A Unilever é considerada uma empresa líder em sustentabilidade ambiental e tem vindo a definir grandes objetivos para diminuir o seu impacto ambiental. A empresa compromete-se a que todos os seus materiais agrícolas venham de fontes sustentáveis até ao próximo ano e até 2030 prevê tornar-se “carbon positive”, isto é, eliminar o uso de combustíveis fósseis e gerar mais energia renovável do que a que consome.

Estas são metas ambiciosas, mas a estratégia da Unilever torna-as possíveis de serem alcançadas. Mais uma vez, trata-se de dar o exemplo e mostrar que todos têm a responsabilidade de preservar o meio ambiente.

E nós?

Ao longo deste artigo, mostraram-se algumas das estratégias e objetivos relacionados com a prevenção das alterações climáticas, desde pequenos países como a Dinamarca, até gigantes como a China, passando por empresas privadas, como a Unilever. Mas o que é que isto significa para nós?

Cada um de nós tem o dever e ao mesmo tempo os meios para tornar-se mais responsável a nível ambiental. A subida da temperatura em 2ºC pode ter consequências catastróficas para o nosso planeta, por isso cada um de nós deve ter consciência que, por mais pequena que seja, cada ação sustentável está a contribuir para um futuro melhor.

O futuro depende de todos, não só de multinacionais ou governos influentes, por isso devemos tentar adotar uma atitude proativa para resolver estes problemas e preservar o nosso planeta.

 

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Se queres saber mais sobre como construir um futuro sustentável, consulta o nosso artigo sobre economia circular:

A economia circular

2019-03-20T00:22:16+00:00By |Ambiente, Artigo UPrise|

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