Então, e os doutoramentos nos politécnicos?

Doutoramentos nos politécnicos?

Se antes a atribuição do grau de “doutor” era um exclusivo das universidades, esta realidade está prestes a mudar. A 28 de junho de 2018, foi, oficialmente, aprovada uma nova Lei de Graus e Diplomas que permite ao Ensino Superior Politécnico conceder doutoramentos. Mas a atribuição de doutoramentos nos politécnicos ainda não se verificou. Hoje, introduzimos-te esta novidade do panorama da educação em Portugal.

Esta alteração surgiu na sequência de uma proposta da OCDE, após a avaliação ao Ensino Superior português e respetiva produção científica.
O papel modernizador desta medida é frisado pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior, uma vez que veio adaptar o sistema “à realidade que emerge na Europa e em Portugal”.

Porém, o que é que significa na prática a introdução dos doutoramentos nos politécnicos? A verdade é que esta lei veio abrir um leque de novas oportunidades:

  • As populações que se situem em áreas em que só existam politécnicos terão um acesso muito mais facilitado a este grau académico;
  • Os campos do conhecimento apenas lecionados por politécnicos (como enfermagem, por exemplo), terão a sua formação expandida.

As diferenças numa Universidade e num Politécnico

Qual será a diferença entre um doutoramento numa universidade e num politécnico? O ponto fulcral que dá resposta a esta questão prende-se com uma abordagem demarcadamente mais prática por parte dos politécnicos.

Nas palavras de Nuno Manga (Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos), em entrevista ao Expresso, esta alteração é “o completar de uma fileira mais aplicada, mais ligada ao saber fazer e às atividades práticas”.

Doutoramentos que favoreçam as empresas e projetem inovação e competitividade é a aposta que os politécnicos pretendem desenvolver. Assim, este perfil dos novos doutoramentos pretende beneficiar da proximidade das instituições a determinados territórios, ao criar uma conexão entre as teses e as atividades locais.

Contudo, nem todas as instituições politécnicas são consideradas aptas a oferecerem esta oferta formativa. A autorização dos politécnicos para fornecerem este ciclo de estudos assenta em uma premissa fundamental: as unidades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) das entidades nas quais se pretende criar um doutoramento têm de ser avaliadas com uma nota mínima de “Muito Bom”, por parte da Fundação para Ciência e Tecnologia.

Mas atenção! Os politécnicos ainda não vão colocar estas medidas em prática. Agora, segue-se um período de espera até os estudos de 3º ciclo entrarem em vigor.

Haverá um processo que terá de passar por novas fases, dependentes do Parlamento, pelo que Nuno Manga considera “prematuro” falar em datas.


A UPrise está atenta aos desenvolvimentos desta alteração tão significativa no Ensino Superior. Assim, prometemos-te voltar ao tema assim que surgirem novidades!

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2018-12-01T03:12:25+05:30 By |Artigo UPrise|

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