10 questões que podem surgir quando estás a elaborar o teu CV

//10 questões que podem surgir quando estás a elaborar o teu CV

Entraste no ensino superior e queres candidatar-te a uma organização estudantil? Terminaste a licenciatura, o mestrado e/ou as pós-graduações e estás a elaborar o teu CV, mas surgiram dúvidas? Não tens a certeza se o teu currículo está bem feito? Analisa as próximas 10 questões que possivelmente te invadiram a cabeça.

  1. Qual o tamanho adequado de um CV?

Não há propriamente um número que se considere o ideal quando falamos do tamanho de um currículo, no entanto deve apenas constar o mais relevante e o que melhor descreve o teu percurso e as tuas competências.

O tamanho do CV é influenciado pelo próprio perfil do candidato e pelo nível de experiência profissional em causa. Se és um recém-diplomado, um estudante ou se tens menos de 2 anos de experiência profissional, então uma página deverá ser suficiente para te apresentares ao recrutador. Não te esqueças, o ideal é sempre simplificar as coisas.

  1. Devo ou não incluir as palestras e conferências em que participei?

Muitas das vezes recebes diplomas por participação em palestras e conferências e queres colocar no teu CV,  mas assistir a uma infinidade delas não te faz desenvolver as tuas competências, porém demonstra que és uma pessoa interessada e curiosa. Deves incluir no teu currículo aquilo que consideras realmente importante, por exemplo algum cargo que desempenhaste na Associação ou no Núcleo de Estudantes, algum evento que tenhas organizado ou alguma ação de voluntariado em que participaste. Por isso, talvez seja melhor optares por este tipo de informações para incluir no teu currículo, e as palestras e conferências em que participaste podes incluir no teu Linkedin. Assim também evitas que o teu CV seja demasiado extenso e maçudo.

Saber mais sobre a importância do Linkedin

  1. Devo incluir a média no CV mesmo quando esta é fraca? Quando não é colocada qual é a interpretação do recrutador?

De certeza que os teus pais já te disseram que tens de te esforçar e acabar o secundário e/ou o curso com uma média boa, como se esse fosse o segredo para ser bem-sucedido. Claro que uma boa média reflete o teu empenho e o teu gosto pelo que estudaste, porém o peso das médias é bastante relativo quando nos referimos a um contexto de mercado de trabalho.

Para algumas empresas e funções, a média é um critério importante, enquanto que não o é para outras. Até porque a mesma média em diferentes cursos ou universidades/politécnicos não representa exatamente a mesma coisa, pois nem todas pautam pelo mesmo nível de exigência ou pelos mesmos conteúdos lecionados.

Pelo menos uma boa média demonstra duas qualidades valiosas num candidato: inteligência/perspicácia e/ou empenho. Ou seja, enquanto uma boa média nos diz que estamos perante uma pessoa esforçada, uma média mais fraca não diz rigorosamente nada sobre o candidato, pois pode ser resultado de várias coisas.

  1. Numa fase de iniciação da vida profissional, faz sentido incluir experiências como desporto e teatro?

Possivelmente, foi em experiências como estas que conseguiste desenvolver algumas das tuas competências mais importantes, nomeadamente o espirito de equipa ou a capacidade de liderança e motivação de equipas. Como ainda estás numa fase inicial da tua vida profissional, então essas são informações que podes incluir no teu currículo, e que o valorizam.

  1. Quanto tempo demora uma primeira análise de CV? Quais são os pontos em que o recrutador mais se foca nesse espaço de tempo?

Sete ou oito segundos é o tempo que tens para convencer um recrutador. Ora, o teu currículo só será eficaz se nesse pequeno espaço de tempo conseguires destacar-te dos restantes candidatos, ou seja, o CV tem de estar devidamente organizado e simplificado permitindo ao recrutador assimilar a informação mais importante de forma rápida e fácil.

As informações que mais interesse despertam num recrutador estão relacionadas com o curso e a instituição que frequentaste, com as experiências que vivenciaste e o teu desempenho estudantil. Por isso, sê inteligente na forma como expões estas informações-chave.

  1. Que critérios excluem automaticamente o candidato após a análise de um CV?

Normalmente quando uma empresa está a recrutar, ela disponibiliza um perfil do candidato que procura para automaticamente excluir um grande número de possíveis candidatos. Portanto, candidatos que não se enquadrem no que é pedido são automaticamente excluídos, porém existem mais alguns critérios para a sua exclusão, como por exemplo: um CV demasiado confuso e com uma apresentação descuidada, a presença de erros ortográficos, redes sociais que demonstram qualidades duvidosas do candidato ou até emails pouco profissionais.

  1. Até que ponto faz sentido personalizar um CV a cada empresa? De que forma é mais adequado fazê-lo? 

Se por um lado és um estudante ou recém-licenciado não faz muito sentido personalizares o teu currículo, uma vez que poderás não ter assim tantas experiências que possas selecionar para cada uma das empresas a que concorres. Por outro lado, podes optar por personalizar o teu curriculum ao nível do grafismo consoante a empresa a que te candidatas, por exemplo se pretendes entrar numa empresa ligada à cortiça podes tirar partido disso na criação do mesmo.

  1. Devo incluir primeiro a experiência académica ou a profissional?

É importante que percebas o que mais te distingue: a licenciatura e a credibilidade da tua universidade ou a tua experiência profissional? Se és um estudante ou recém-diplomado, então o melhor será apresentares primariamente a tua experiência académica e, posteriormente a profissional, mas tudo depende sempre das tuas experiências e mais uma vez da empresa a que te candidatas.

  1. O entrevistador confere a veracidade dos factos apresentados nos CV’s?

Normalmente um recrutador confia no candidato, porém numa situação de entrevista poderá sempre colocar-te questões sobre diversos pontos que realçaste no currículo, por isso deves sempre preferir a verdade para que no futuro não entres em contradições.

  1. Quais os erros mais cometidos?

O curriculum vitae é uma ferramenta decisiva para encontrares emprego e um pequeno erro pode ditar o fim da tua oportunidade. Apresentamos-te agora os erros mais cometidos na formulação de um CV.

  • Erros Linguísticos

Verifica a ortografia e a coerência da escrita, não há nada mais “vergonhoso” do que apresentar documentos com erros ortográficos.

  • Má formatação do CV

Apresentar um CV mal formatado, com tipos e tamanhos de letra completamente distintos ou com demasiadas cores acaba por prejudicar a leitura do mesmo.

  • Tamanho e conteúdo do CV

Os currículos devem ser curtos (preferencialmente de uma página), diretos e fáceis de aceder à informação. Só deves colocar a informação essencial, ou seja, o teu empregador não precisa de saber a tua vida toda. Eis o que não pode faltar:

  • Informação pessoal: nome, cidade onde vives, número de telemóvel, email profissional (nada de emails da escola primária, não é?);
  • Educação: nível de escolaridade, escolas e/ou universidades que frequentaste, línguas aprendidas e o seu nível;
  • Experiência que tens, organizada cronologicamente (do mais recente para o mais antigo): enunciar onde e que funções exerceste, fundamentando, sempre que possível com números/estatísticas;
  • Se for o caso: hobbies, workshops, formações, competências (programas e ferramentas em que saibas mexer e que podem ser úteis para esse emprego).

    Curriculum vitae

Há que pesar o que é relevante. Não é importante os desportos que praticaste em criança, mas os hobbies atuais desde que sejam feitos de forma consciente. Por exemplo, praticar um desporto de equipa há muitos anos, integrar um grupo de debate, organizar eventos, são coisas que podem mostrar as tuas soft skills como espírito de equipa, pensamento crítico, iniciativa, dinamismo, … e tudo isto é uma mais valia!

O segredo aqui é dares mais destaque à tua experiência profissional do que aos hobbies ou empregos fora da área que te estás a candidatar.

  • Fotografia desadequada

Deves utilizar uma fotografia tirada num sitio sóbrio e simples, para não te “roubar” a atenção. Não uses fotos tiradas em cafés, saídas à noite ou com má apresentação pois demonstram desleixo da tua parte. A foto deve essencialmente ter uma boa qualidade, estar bem iluminada e nítida. Na foto deves estar com uma cara apresentável e uma roupa adequada ao cargo a que te candidatas.

Tens de ter noção que a fotografia que usares vai ser a primeira impressão que o empregador terá de ti, portanto convém cativa-lo desde início. As empresas não te conhecem e tudo o que têm para formar uma opinião de ti é aquele currículo, portanto não facilites.

2018-04-14T15:56:27+00:00 By |Artigos UPrise|

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