Relações Internacionais: Um campo de aprendizagem diversificado

//Relações Internacionais: Um campo de aprendizagem diversificado

Num mundo de constante mudança em todas as suas vertentes, o curso de Relações Internacionais ajuda-nos a compreender e a explicar essas alterações. O técnico de Relações Internacionais tem um papel de mediador entre os diferentes atores da comunidade internacional, ajudando a construir relações entre estes, que podem ir desde ligações diplomáticas a ligações económicas ou comerciais.

Aprendizagem diversificada

O curso de Relações Internacionais tem um campo de aprendizagem diversificado que pode incluir unidades curriculares de diferentes áreas de estudo, desde as áreas de Economia e Ciências da Administração, a áreas como Ciência Política e Filosofia, incluindo a área de Línguas e Culturas. Queres alguns exemplos?

Economia:

  • Economia Política Internacional;
  • Teoria do Comércio Internacional.

Gestão:

  • Gestão Internacional de Recursos Humanos;
  • Investimentos Financeiros.

Ciências da Administração:

  • Estatística Aplicada à Ciência Política;
  • Administração de Recursos Humanos.

Filosofia:

  • História das Ideias Políticas e Sociais.

Ciência Política e Relações Internacionais:

  • Análise das Relações Internacionais;
  • Organizações Internacionais;
  • Sistema Político da União Europeia.

Línguas e Culturas:

  • Inglês;
  • Alemão;
  • Espanhol;
  • Francês;
  • Italiano;

Diversidade: bom ou mau?

Dada a complexidade das relações estabelecidas na comunidade internacional e os diferentes tipos de atores que nela intervêm, torna-se imprescindível ter uma compreensão básica de todos os sistemas em que interagimos. O técnico de Relações Internacionais pode ser o diplomata que trabalha na União Europeia ou numa Embaixada, ou o analista de mercados que trabalha para uma empresa.

Mas não podemos ignorar que com uma área de estudo tão alargada é preciso que cada técnico se diferencie do outro, seguindo um certo grau de especialização.

Perfil do Técnico de Relações Internacionais

Um programa académico diversificado e flexível permite ao aluno de Relações Internacionais o desenvolvimento de um perfil versátil e competitivo para o desempenho de variadas funções.

  • Facilidade em línguas: o domínio de outras línguas aumenta o campo de atuação do profissional.
  • Economia, Política e História: compreender o sistema interno dos outros países e aquilo que os move é imprescindível para se estabelecerem relações de qualquer âmbito.
  • Tolerância Cultural: o técnico de relações internacionais não se pode guiar por ideias pré-concebidas ou ser influenciado por preconceitos. A compreensão e o respeito de outras culturas deve ser a base de trabalho deste profissional.

Que funções pode desempenhar?

O profissional de Relações Internacionais pode desempenhar um leque diverso de funções, dependendo do cargo que desempenha.

  • Analisa o cenário internacional;
  • Analisa os diversos mercados;
  • Investiga o risco de conflito e a situação política dos países alvo de interesse;
  • Avalia as possibilidades de negócio, de parcerias e de cooperação internacional;
  • Aconselha investimentos e projetos fora do país de origem;
  • Promove parcerias entre empresas e governos de diferentes países;
  • Representa os interesses de um país ou de uma empresa no exterior.

Qual é o mercado de trabalho?

Foto capa: Relações internacionais

O mercado de trabalho para o técnico de Relações Internacionais divide-se em setores:

  • Setor Privado: bancos e outras instituições financeiras ou empresas são algumas das opções.
  • Setor Público: contrata este técnico para exercer funções em Ministérios, Agências, Consulados, Embaixadas ou outro tipo de representação estrangeira.
  • Instituições Internacionais: caso da ONU, Banco Mundial ou FMI, ou em ONG’s.
  • Ensino e Investigação: tanto no setor público, como no setor privado.

Empregabilidade 

Nos últimos anos, ouvimos muito falar sobre o desemprego jovem e em como talvez seguir um curso no ensino superior já não é tão vantajoso. Para contrariar essa tendência, ficam aqui alguns dados de 2016, sobre os recém-diplomados deste curso que estão empregados (não estão registados no IEFP como desempregados):

  • Ciência Política e Relações Internacionais, Universidade da Beira Interior: 90,6%
  • Ciência Política e Relações Internacionais, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa: 93,5%
  • Línguas e Relações Internacionais, Faculdade de Letras da Universidade do Porto: 93,7%
  • Relações Internacionais, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra: 93,1%
  • Relações Internacionais, Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora: 87%
  • Relações Internacionais, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: 94,8%
  • Relações Internacionais, Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho: 91,0%

Como ingressam os estudantes neste curso?

Cerca de 50% dos alunos que ingressam neste curso, fazem-no como primeira opção; e um ano após iniciarem esta licenciatura, cerca de 85% mantêm-se inscritos no mesmo curso. Por isso, mesmo que esta não seja a tua primeira opção, há uma grande probabilidade de perceberes que não te vias a estudar outra coisa.

2018-08-01T19:20:51+00:00 By |Cursos|

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