O analfabetismo do séc. XXI

//O analfabetismo do séc. XXI

Em pleno século XXI e num mundo em constante mudança o conhecimento da língua inglesa tem ganho um relevo tal que o seu desconhecimento, ao longo do presente século, se tem afirmado como o analfabetismo dos tempos modernos.

A linguagem é a fonte primária da comunicação

Existem centenas de línguas no mundo, mas foi a língua inglesa a eleita como aquela que havia de tornar-se universal. Duas pessoas de realidades diferentes, se quiserem entrar em contacto, terão de usar uma plataforma comum para a comunicação – o inglês. Se até hoje um cidadão com nacionalidade e residência portuguesa não fala-se a língua dominante no nosso país era o considerado analfabetismo, o desconhecimento linguístico ganha agora uma dimensão mundial. O desconhecimento de língua universal por um cidadão do Mundo é considerado o analfabetismo do séc. XXI.

A sua influência é a sua importância

Apesar de se posicionar no terceiro lugar como uma das línguas mais faladas no mundo, é aquela que demonstra maior influência.

Desde o mundo das artes ao mundo económico, este idioma estende a sua influência à música, ao cinema, aos media, aos negócios, à diplomacia, à aviação, ao turismo, é a língua franca estabelecida nas conversações internacionais onde são discutidos temas sensíveis na ordem do dia como as mudanças climáticas, o terrorismo e os direitos humanos.

Sabias que…

  • Dos aproximadamente 1,5 mil milhões de pessoas que falam inglês, menos de 400 milhões utilizam-na como primeira língua. Isto significa que mais de mil milhões usa o inglês como 2ª língua.
  • No campo científico, a maioria dos estudos e pesquisas são escritos em inglês, assim como a nível universitário, onde por vezes as unidades curriculares são lecionadas apenas nesta língua.
  • É o idioma principal de discurso em conferências e debates nacionais e internacionais.
  • São escritos mais livros e jornais em inglês do que em qualquer outra língua. De facto, devido ao seu domínio da comunicação internacional, encontra-se mais informação sobre qualquer tema se recorrermos ao inglês.
  • Países com poucas competências em inglês apresentam níveis uniformemente baixos de exportações per capita, o que revela que estes estão a perder oportunidades de negócio.

Quando acabar o 12º ano não quero estudar mais. Inglês para quê?

Apesar desta pergunta já se ter tornado um quanto redundante ao longo do tempo, continua presente um sentimento de uma falta de necessidade da língua inglesa no caso de alguém que não pretenda seguir um percurso académico. É, de facto, um sentimento irrealista que muito tem prejudicado aqueles que descuidam a aprendizagem deste idioma.

De forma mais grave, é ainda visível aqueles que, pretendendo seguir estudos universitários, ainda têm em mente o pensamento retrógrado de que se a área que pretendem estudar não é relacionada com línguas então a necessidade do inglês é mínima.

Imperativo para prosperar no mercado de trabalho

Num mundo cada vez mais homogéneo, os empregadores procuram colaboradores com conhecimento fluente em inglês para o simples trabalho de atendimento numa caixa de supermercado, no balcão de um café ou até mesmo em altos cargos de empresas (estas não podem ascender a nível internacional se os seus colaboradores não revelam competências orais e escritas nesta língua).

Por isso, mesmo que o teu futuro não passe por estudos académicos, as oportunidades do mercado de trabalho continuarão a apresentar-se dependendo do fator língua inglesa.

O analfabetismo do século XXI

Devido à internet, ao aumento dos meios de comunicação social, à velocidade das comunicações sociais online e de uma economia cada vez mais globalizada e interdependente, a língua inglesa proporciona uma rápida proliferação de ideias e inovação em todo o mundo e o desenvolvimento de um mercado supranacional de conhecimento.

A falta de um discurso fluente e claro nesta língua é considerado como o novo analfabetismo do século XXI: aqueles que não conseguem falar inglês são deixados para trás.

Globalização traz mais oportunidades mas mais trabalho

Tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, para o investidor, o diplomata, o engenheiro, o médico, o funcionário público, o piloto, o professor, e para o aluno, o inglês cria oportunidades que de outra forma seriam impossíveis.

Se queres ter estas oportunidades neste mundo em plena globalização, tens de trabalhar e entender que a ausência de certas competências trará muitas dificuldades para te fazeres vingar no mundo do trabalho.

“Those who are not online or cannot speak English are increasingly left behind.”

Mark Robson

2018-03-12T14:22:09+00:00 By |Artigos UPrise|

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